Pais e professores pedem retorno de aulas presenciais em Belo Horizonte

O grupo se reuniu por volta da 9h na Praça da Papa, no bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul. Depois saiu em carreata em direção à prefeitura, na Avenida Afonso Pena, no Centro. Os veículos estavam enfeitados com balões e neles foram escritas frases como: “lugar de criança é na escola”.
Em frente à sede da administração municipal, ao som de buzinas e apitos, pais e professores pediram que suas reivindicações sejam ouvidas.

Sem prazo para volta às aulas

Por meio de nota, a prefeitura destacou que Secretaria Municipal de Saúde já publicou uma nota técnica esclarecendo que não é seguro liberar a volta às aulas antes de a cidade atingir a taxa de 20 casos por 100 mil habitantes, em um período sustentado de 14 dias (leia a íntegra da nota ao fim da reportagem).

“Considerando que a taxa atual está acima de 60 casos por 100 mil habitantes, a Secretaria Municipal de Educação se baseará na determinação da Prefeitura que segue obedecendo os parâmetros científicos e aguardará o momento certo de retorno. Todos os investimentos necessários ao cumprimento dos protocolos de segurança foram feitos”, afirma a nota.

Durante esta semana, a prefeitura também afirmou que não existe possibilidade de escolas particulares serem liberadas antes das públicas: “Não há essa possibilidade. Todas as escolas deverão se adequar para seguir os protocolos propostos”.

Dois protocolos também foram publicados nesta semana e deverão ser adotados quando as atividades presenciais forem autorizadas em escolas e faculdades.

Nota da Prefeitura de Belo Horizonte

A Secretaria Municipal de Saúde já soltou uma nota técnica esclarecendo que não é seguro liberar a volta às aulas antes de atingirmos a taxa de 20 casos por 100 mil habitantes, em um período sustentado de 14 dias.

Considerando que a taxa atual está acima de 60 casos por 100 mil habitantes, a Secretaria Municipal de Educação se baseará na determinação da Prefeitura que segue obedecendo os parâmetros científicos e aguardará o momento certo de retorno. Todos os investimentos necessários ao cumprimento dos protocolos de segurança foram feitos. Foram comprados milhares de termômetros automáticos, tapetes sanitizante, dispenser de álcool implantados em cada canto das escolas, centenas de novos bebedouros e pias foram licitados. Isto prova que estamos preparados e tão desejosos do retorno quanto as demais redes.

Mas, infelizmente, não são os protocolos que definem o retorno das aulas porque, mesmo com todo este investimento, que no nosso caso chegou a 14 milhões, só de insumos sanitários, as escolas não estarão livres de surto enquanto o vírus circular com a intensidade que está circulando pela cidade. Nossos alunos, pais e professores estão sofrendo como todos os da rede particular pela ausência de encontros presenciais, mas isso não pode significar um retorno precoce que trará risco de surtos nas escolas, como ocorreram em vários estados e países que reabriram as escolas precipitadamente sob pressão. Queremos reabrir no tempo certo e com segurança para evitar idas e vindas que são ainda mais prejudiciais para o desenvolvimento escolar dos alunos“.

Via: globo

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