Aulas nas escolas particulares podem terminar só em 2021

”Aulas nas escolas particulares podem terminar só em 2021” Anteriormente falamos sobre alguns sites que oferecem atividades para educação infantil de graça, mas sem a solução de Aula particular Online em BH para os alunos, só resta “Correr” com o conteúdo em apenas um semestre ou adiar o fim do ano letivo para 2021? Para os pais de alunos matriculados em escolas privadas da Grande BH, eis a realidade. A possibilidade de estender o calendário letivo foi aventada nesta quarta-feira (22) pelo sindicato que representa as instituições de ensino, o Sinep, deixando muita gente apreensiva.

A entidade até sugeriu aos colégios anteciparem para maio os recessos de feriados e férias de julho. A medida busca amenizar os prejuízos aos estudantes.
Os pais estão sendo comunicados. Na semana passada, a rede Coleguium, na capital, avisou, por e-mail, que a reposição referente a 18 a 31 de março será realizada em dezembro e em alguns sábados letivos, encerrando o período escolar a dois dias do Natal. As férias de julho foram antecipadas para 18 de maio a 1º de junho. 

O Colégio Arnaldo também mudou as férias de julho para maio. Diretora da unidade, Cléa Prado diz que a escola trabalha com três cenários de retomada as atividades: 2 de junho, 2 de julho e 2 de agosto. “Nos dois primeiros casos, teremos aulas de segunda a sábado e a previsão é terminar o conteúdo ainda em 2020, mas será bem apertado. Voltando depois, no entanto, é bem possível estendermos para 2021”.

“Sem dúvida, a apreensão, o medo e a incerteza são estados emocionais vividos por muitos pais neste momento. Somos humanos e, frente a situações novas, desafiadoras e geradoras de ansiedade, nossa mente e corpo se preparam para tomar as devidas providências. Mas o que podem fazer quando os pais não sabem quando acabará o ano letivo? ‘Meu filho vai ver todo o conteúdo?’.

‘Vai dar conta de cumprir?’. ‘Como posso dar garantia de que conseguirá ter nota boa no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)?’. ‘Entrará na faculdade no início de 2021?’. A verdade é que as providências a serem tomadas pelos pais são àquelas que estão ao alcance. A minha primeira dica é que em meio à essa tempestade os pais procurem fazer do lar um barco seguro, que consiga em meio às ondas buscar ajustar as velas e buscar estabilidade” (Tatianna de Sant’Ana Murta Penaforte, psicóloga e professora do curso de Psicologia das Faculdades Promove)

Cautela

Ainda é cedo saber o que, de fato, deve acontecer, alertam especialistas. Para a psicopedagoga Fabiana Júlia Soares, não é o momento para decidir o próximo ano. Cautela é necessária, já que até o próprio aluno pode ser afetado em meio a tanta ansiedade.

“Tem escola que preferiu dar férias e retomar em julho. Outras estão se empenhando em plataformas digitais, com os professores dando respaldo. Não é totalmente como é na escola, mas é o que é possível fazer neste momento”, destaca Fabiana, que também é neuropsicóloga.

Mãe de Vinícius Iglesias, de 9 anos, Bruna Moreira Faria, de 38, acredita que, se necessário, não há problema com a ampliação do período escolar até 2021. “Por mais que esforcem, tenham aulas aos sábados, a criança está passando por uma carga emocional grande nesta adaptação. As medidas já adotadas, como as videoaulas, são interessantes, mas não é a mesma coisa de estar em sala de aula. O conteúdo não será aproveitado da mesma forma. O sensato para os pais é entender que o mais viável será recomeçar mesmo (o período letivo”.

Diretora vice-presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia – Seção São Paulo, Andréa Racy não descarta a possibilidade de haver perda de conteúdo. “Talvez não dê, por exemplo, para dar 30 aulas como o planejamento inicial. Mas podem ser dadas 20 aulas com conteúdos prioritários para a continuidade do aprendizado”, diz. Ela reforça que as unidades já se preparam para o retorno dos alunos e planejam a extensão da carga horária, podendo utilizar o recurso on-line para essa complementação.

Segundo a especialista, é preciso pensa que o livro não é única fonte de aprendizagem para a criança. “Lógico que essa ferramenta é muito importante. Porém, a vivência da criança também é muito rica. Em vez de falar ‘o meu filho perdeu conteúdos’, veja o que ele ganhou nesse tempo em isolamento social. Quantas competências e habilidades socioemocionais ele pode aprender com essa vivência”.

Via: hojeemdia

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